TERAPIA FOTODINÂMICA

O câncer de pele é o mais freqüente no Brasil. Os principais responsáveis por essa estatística são o excesso de sol, as câmaras de bronzeamento artificial e o uso de protetores solares inadequados. A doença acomete principalmente as pessoas de pele clara. Elas devem ficar atentas a sinais de alerta como manchas ou cicatrizes que, em pouco tempo, mudam de tamanho ou cor. Para detectar a doença a tempo de vencê-la, é fundamental observar também se a superfície e a espessura da pele continuam uniformes.

Os tratamentos convencionais contra o câncer têm como alvo células que se multiplicam indiscriminadamente, formando um tumor. A radioterapia e a quimioterapia, no entanto, atingem também tecidos sadios. Para restringir a ação das drogas à área afetada pela doença, cientistas investiram em uma terapia chamada de fotodinâmica.

A terapia fotodinâmica é uma opção menos nociva de tratamento do câncer de pele do tipo não melanoma. Ela utiliza substâncias fotoquímicas com fins terapêuticos. Esse é um procedimento simples, porém avançado que utiliza o produto chamado cloridrato de aminolevulinato de metila, associado ao aparelho com uma lâmpada especial (LED). Consiste na aplicação de um produto fotossensibilizante na pele, o ácido 5 - aminolevulínico - ALA e o aminolevulinato de metila - MAL, sendo este último uma molécula geneticamente modificada a partir do ALA, que penetra e se instala nos tecidos tumoraes, nos folículos pilosos e nas glândulas sebáceas. Esse medicamento ao se impregnar no tecido, capta a irradiação de uma luz concentrada e direcionada para a área a ser tratada, provocando a destruição do tecido dessa área. As substâncias fotossensibilizantes estão presentes em um creme, que é aplicado no paciente na região do câncer, e após uma série de procedimentos, é estimulado pela exposição à luz específica, intitulada Aktilite.

A técnica também pode ser usada para acabar com manchas ásperas provocadas pelo excesso de sol, chamadas queratoses actínicas. Essas lesões são consideradas pré-malignas e viram câncer em até 20% dos casos.

INDICAÇÕES

A terapia foi aprovada pela ANVISA no Brasil para tratamento dos cânceres de pele não melanomas, tipo carcinoma espinocelular, ceratose actínica (lesões pré-cancerosas da pele) e carcinoma basocelular, sendo que para mais um tipo de câncer, doença de Bowen, está em processo de aprovação. A escolha do tratamento depende de uma série de fatores como idade do paciente, localização da doença, extensão, aderência do paciente ao tratamento e preferência do paciente, uma vez que existem outros métodos de tratamento do câncer da pele como: cirurgia, curetagem e eletodessecação, crioterapia e quimioterapia local.

O uso da terapia fotodinâmica também vem sendo realizado com sucesso em acnes, inflamações cutâneas e Leishmaniose e no
envelhecimento precoce.

A terapia fotodinâmica não é recomendada para mulheres grávidas e a amamentação deve ser descontinuada por 48 horas após a terapia. Não existem ainda estudos conclusivos quanto à utilização em crianças e jovens.

A principal vantagem da terapia fotodinâmica está no fato de ser considerada um tratamento eficaz, com resultados estéticos significativamente melhores que os tradicionais, que usam nitrogênio líquido (crioterapia) e cirurgia convencional em determinadas áreas.



Procedimentos:





É de suma importância a indicação do tratamento por seu médico dermatologista, para que desde o início do tratamento e sua aplicação sejam corretas, os percentuais de cura são significativos. Dessa forma para atingir um melhor grau de tratamento, o médico utilizará os seguintes procedimentos:


1- A terapia é realizada em duas etapas com intervalo de uma semana entre as sessões.
2- No consultório, o médico prepara a pele do paciente com a limpeza do local e com a curetagem.
3- Após esse procedimento, é aplicado o creme com os agentes fotossensibilizantes, que deverá agir por um período de três horas no local, protegido por um curativo.
4- Passado o tempo necessário, o curativo é retirado, sendo removido o excesso de creme, estando à pele pronta para receber a luz.
5- A exposição à luz é feita durante dez minutos, respeitando uma distância de 5 a 8 cm do local.
6- Ao final do tratamento, o local é protegido novamente por um curativo.
7- O médico recomendará o uso constante de protetor solar, para que a pele não sofra a ação dos raios solares ultravioletas.

Torna-se portanto fundamental a consulta ao dermatologista para o sucesso do tratamento.

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